Quatro de Novembro. São neste preciso momento 12:00. Cheguei a casa após uma das etapas dos meus dias, a caminhada. Como sempre o percurso é citadino. Hoje estive particularmente atento às passadeiras para peões, na cidade de Viana do Castelo. O percurso foi curto. Meadela , Avenida dos Combatentes, Meadela.
Todos nós (tenhamos o topo de gama, o descapotável, média ou alta cilindrada) somos peões certo? Como se pode justifica que determinados (as) condutores (as) se estejam totalmente borrifando para o peão, seja velho, seja uma criança ou mesmo doente com movimentos mais lentos. Em frente á ESE há uma passadeira com sinalização vertical. Estive três minutos, parado fora do passeio e mingúem reparou que estava alguém que pretendia atravessar para a outra margem. Dei meia volta, segui em frente em direcção á rotunda “AXEL”. Aí é de morte! Faz-se a rotunda de passadeira em passadeira. Atenção olhos bem arregalados, não vá o diabo tece-las. Eis-me chegado ao cruzamento junto ao Continente. Aqui é só ganância. Há uma passadeira que deve ter uns vinte metros. Quem desce do Hospital Particular com a célebre “esperteza saloia” de roubar a prioridade a quem desce da Ajuda, querem lá saber do peão. Chegado ao meio da passadeira outro trabalho, porque há os vindo da rotunda querem roubar a prioridade aos que descem e querem seguir em frente. Com um tiro rouba também a prioridade a quem descendo pretende virar á direita. Felizes com estas proezas aí vão eles cantando e rindo cientes que são os melhorem. Esqueceram-se que o peão que esperava calma e tranquilamente pela prioridade, foi ficando, foi ficando até que alguém com princípios educação, lhe concedeu o direito, legítimo, de poder passar.
Já no outro lado da rua pensei: Qualquer dia sou processado por incitamento ao suicídio, pois passo horas e horas, a escrever linhas e mais linhas, incitando os Doentes de Parkinson para nunca pararem, terem de exercer actividade física, fazendo marcha uma das indicadas. Como normalmente os circuitos são citadinos em que situações me colocam. Tenham mais respeito pelos peões.
Há um ditado popular que pode ser traduzido da seguinte forma: “Condutor és peão serás como fizeres encontrarás”
Autor: José Santos
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