Sete horas e quarenta, Sábado, dia 27.11.10 (abrevio por causa do nº de caracteres). O tempo, embora fresco, apresenta-se com bom aspecto. Propicio, com um bom agasalho e um bom calçado (calçado com sola antiderrapante e salto larga, se possível sem os célebres cordões), para uma passeata ao quarteirão.
“ Deve ser dada prioridade ao atendimento de "idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário.” e também que os “ portadores de convocatórias têm prioridade no atendimento junto do respectivo serviço que as emitiu.” (Conforme com o disposto no artigo 9° do Decreto-Lei nº 135/99, de 22 de Abril).” Fui a uma repartição pública, tirei a senha e calhou-me em sorte a senha 99 com uma letra, não sei se antes ou depois. Aparento 50 anos, pêlos bem arranjados, camisa e calça engomada, sapato… Só que não há lugar para me sentar. Caminho de um lado para o outro. Exausto, reparo que ali ao lado está algo no qual posso pousar aquilo que todos têm ao fundo das costas. Se bem o pensei, melhor o fiz, há sempre um mas, um senhor zeloso pelo mau aspecto que causava à repartição, um cavaleiro assim mal sentada e com uma bochecha de fora outra dentro, convidou-me a contribuir para a imagem da dita. Falei, repostei, peguei no cartão de cidadão, só nele consta tudo menos o catálogo de doenças a que um cidadão tem direito. O remédio foi desistir, pois como DP estava exausto.
Só que pelo caminho pensei para com os meus botões: “ Então se tenho quatro filhos, um genro uma neta e uma carrinha de sete lugares. Vamos todos, fazem turnos de trinta minutos cada um, sendo que os cinco minutos cabem-me a mim”. Melhor o pensei, melhor o fiz e em dez minutos resolvi um problema que nem o cartão do cidadão conseguiu resolver na véspera
Façam o favor de terem um bom Fim-de-semana, se possível junto daqueles que vos amam.
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